A vida sem celular

Faz um mês que meu celular quebrou definitivamente. Levei numa assistência técnica seguindo a vibe de evitar consumo e priorizar o tempo de vida útil de cada coisa comprada.

 Honestamente impraticável: conserto a preço de um celular novo (900!!). E a gente sabe ( por causa da obsolescência programada) que ele não fica novo. Daqui a pouquinho surge outro problema.

Passei a fazer pesquisas de preços para um novo celular mas resolvi não ceder à pressa do consumo. Posso viver um pouco sem esse item, né? 

Antes de TODO mundo ter celular se vivia bem sem, certo? 

Afinal eu não tenho um trabalho que seja, assim, necessário ser encontrada em horas improváveis, não sou médica, nem nada. Tenho horário fixo de trabalho e emergências são incomuns e podem ser resolvidas por email.

No fim, depois de muita pesquisa e nenhuma vontade de gastar dinheiro nisso ( eles criam a necessidade nas pessoas e depois aproveitam! Fala sério, 1000 golpes?, 2.500 golpes? É bastante dinheiro, não? Dá pra começar uma boa viagem de férias com esse $$, comprar passagens de ida e volta pra Argentina, por exemplo)  descobri que minha irmã, que vai estudar um período fora, está vendendo o dela, a fim de ir com menos coisas. Ela vai para os EUA e pensa em comprar um novo lá. Resultado da paciência e desapego: um celular de $700, semi novo, de dono conhecido, por $300, negócio fechado. 

Ela me perguntou se eu tinha pressa ou se eu podia esperar até que ela vá viajar. Posso esperar, disse. Com certeza.  E lá se vão dois meses sem celular e contando.


Descobri que a única coisa MESMO que me faz falta é ter uma câmera rápida e leve para tirar fotinhos lindas da vida. Esse sim, é um bom motivo, um motivo de alma pra portar um aparelho pra cima e pra baixo




UPDATE

Já com o celular combinado e uma das primeiras fotinhos. 
(Eis o motivo, um bom motivo, pra andar com celular.)
Siriguela a caminho do trabalho. Parada estratégica pra colher fruta no pé.





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