Havana


Minha mala minimalista pra Havana deu super certo, nenhum problema. Não me faltou roupa, inclusive sobrou. Havana estava quente e usei praticamente só vestidos. Levei uma alpargata que  revezei com o All star, foi perfeito. Levei uma sandália que foi desnecessária. A maquina fotográfica foi comigo, a mala despachada. 




Levei comidinhas como me foi orientado mas nem foi tão necessário, comi no congresso comidas maravilhosas e não muito caras, ao estilo PF. Pela primeira vez comi lagosta e foi a um preço normal, nada gourmetizado. É comida, apenas.  Andei muito, às vezes sozinha , às vezes acompanhada. 

Demorou a viagem inteira para eu parar de sentir medo de andar a noite. Havana é uma cidade segura, com índices de violência baixíssimos mas o medo de brasileiro e da nossa violência não sai da gente tão fácil. Percebi no corpo a tensão que nós vivemos aqui e como isso não deveria ser normal.  Havana é uma cidade simples, com muitas necessidades de reformas físicas ( dá pra ver nas fotos) mas as pessoas são felizes, bem alimentadas e seguras. Eu acho que o essencial é isso, não? 

O governo Cubano reforma e preserva prédios públicos. Há muitos canteiros de obras de restauração pela cidade mas com o bloqueio americano tudo fica muito caro e demorado. Uma restauração leva vários anos. Ao visitar a praça central, muito arrumada, limpa e restaurada a impressão que tive é que Cuba é uma Berlin sem dinheiro. Assim como em Berlin, as construções históricas  e os parques públicos são valorizados pelo governo. Assim como em Berlin, as pessoas têm renda mínima, educação, segurança e saúde garantidas, mas pela falta de dinheiro, tudo é mais simples, desde as casas até as vestimentas... 





Embora sejam simples, os cubanos são muito vaidosos e andam muito arrumados. Uma coisa que percebi é que há bastante policiamento urbano (também dá pra ver nas fotos), a policia, no entanto, é amigável e não é vista com medo. 

As pessoas são alegres, andam pelas ruas depois das 4 da tarde ( sério, as ruas ficam muito cheias de pessoas passeando, parece sempre um sábado) ,  jogam xadrez na frente das casas com os vizinhos enquanto as crianças jogam bola na rua. 


Visitei uma universidade e uma Escola Técnica, nesses dois lugares, não vi precariedade nenhuma, muito pelo contrário, os prédios educacionais são prédios muito bem cuidados. A escola técnica que visitei, era uma escola DE TEATRO, nessa escola de nível médio,  os alunos moram. 

Isso foi organizado assim para que os adolescentes que queiram estudar teatro possam vir de todas as partes do País e não apenas da região de Havana. Assim, quem mora em toda a Ilha pode fazer seu curso, morando temporariamente e se alimentando na escola. Isso é acessibilidade. 

Visitei a ISA, a Universidade de Arte e ela se parece muito com a Unicamp. 


Exposição de Trabalhos na Isa


Eu em uma praça externa na ISA 


Não deu tempo de visitar a Universidade de Havana, mas passei pelo prédio. É a Universidade mais importante do país e é muito, muito bonita, dizem que por dentro também.


Uma colega de congresso foi visitar uma escola correcional, que seria a nossa antiga FEBEN, uma casa para menores infratores e ela se espantou pois a casa é uma casa mesmo, sem muros e sem grades. Os adolescentes que fizeram algo fora da lei e precisam cumprir sentença são obrigados a ficar nessa casa, comem , recebem acompanhamento e estudam. 


Fiquei hospedada numa casa de uma senhora, perto do Malecon, fiz compras no supermercado, fotografei e conversei com pessoas todos os dias, realmente, é um outro modo de vida. 

No mercado, há apenas uma marca ou duas de cada coisa, mas não há escassez de alimentos. É possível ver as pessoas andando com as suas cadernetas que dão direito à alimentação básica ( pão, arroz, carne, feijões) Fora da caderneta, a pessoa compra o que quer com o salário que recebe, mas é tudo muito barato, coisa de centavos. 

E por falar em centavos, os LIVROS EM CUBA CUSTAM CENTAVOS. Sim! Mesmo livros infantis, coloridos, cheio de imagens. Quando me falavam o quanto os livros eram baratos, imaginei livros simples, mas não, são livros bem diagramados, coloridos, com imagens. Os cubanos dão um valor imenso à arte. Os teatros e museus também custam centavos. Os preços são subsidiados.


Eu só tenho elogios para a organização de Havana e pelo tipo de vida e desejo vida longa à Revolução!


















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