Dinâmicas da Vida e Roupa Lavada


Agora que não tenho mais crianças em casa, só adolescentes, tudo muda de uma maneira assustadora.

A casa silenciosa é uma novidade, afinal, com suas atividades, as crias estão o dia inteiro na rua, Chegam no fim da tarde, têm autonomia, não preciso buscar/levar ninguém. Tudo para mais organizado. Eu ainda tropeço em all stars  pelo caminho, e , honestamente, é melhor não entrar no quarto delas pra não me deparar com um cenário pós furacão Katrina, mas, nas áreas comuns, não tropeço mais em uma infinidade de brinquedos.

Sempre morri de medo da fase adolescente, um terror que colocam na gente quando vira mãe. Bobagem, melhor fase, a personalidade despertou, podemos discutir livros , filmes , séries. Aprendo coisas novas sobre filmes, musicas e artistas.

Temos gostos em comum a debater, mas não só isso, elas me trazem perspectivas diferentes sobre coisas que eu não gosto ou nas quais eu não tinha pensado.

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Aceitar a mudança  e fazer mudanças na rotina é um desafio constante. Aceitar que elas cresceram precisa incluir  mudanças no modo de ser mãe também.

- Nunca me incomodei em lavar roupa , achava prático dividir por cor ou tipo e encher a máquina, porém me dei conta ( com a ajuda da análise) que  lavar roupa pode ser um exercício de responsabilidade: sabendo do custo de tempo e energia que se demanda no processo lavar/pendurar/dobrar/guardar , pensa-se mais em como se faz o uso/ como se preservam as roupas, além de tomar conta de seu próprio espaço no guarda roupa, das suas próprias coisas e identidade que a roupa dá.

Assim, agora cada uma tem seu cesto de roupa suja, lava e cuida da sua própria vestimenta. E sigo  propondo/exigindo desafios daquelas por quem me responsabilizei, para que cresçam fortes, saudáveis e independentes.



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