E então o que resolve o problema?

A ideia da gaiola de ratos , que sempre repito por aqui, vem desse livro. O primeiro que li sobre educação financeira. Eu era adolescente em uma época em que o livro foi moda e vendeu horrores. Que sorte!

Os autores procuram mostrar que o foco da classe média: ter um emprego melhor e portanto um salário melhor ao longo da vida, não a levará ao enriquecimento. Mais dinheiro não resolve o problema, diz o autor. Se a pessoa está acostumada a gastar tudo o que ganha ( e as vezes até um pouco mais) , ela rapidamente ajustará o nível de consumo e fará mais gastos, assim que seu salário subir, mantendo o seu nível de endividamento e seu ciclo de empobrecimento.

A imagem inicial do livro ficou em minha mente por anos e anos: ele adentrando a sala simples, com piso rangendo, precisando de conserto, daquele pai que ele iria, no futuro, chamar de "rico".  O pai original, professor universitário, detentor de um bom salário, vivia numa casa de subúrbio (classe média americana) , com gastos consideráveis, muitas responsabilidades financeiras e nenhum dinheiro no banco. O "pai rico", dono de um carro simples, roupas simples e pouca empáfia, aos 45 anos poderia parar de trabalhar. O "pai pobre" , com um gasto de vida elevado, teria que continuar trabalhando até que, na aposentadoria, fosse obrigado a diminuir seu padrão de vida e se contentar com o pouco que tinha. Fortíssimo.

O livro é simples, direto, honesto no dividir e partilhar o que , no fundo, é pura educação financeira.

Áudio- livro de "Pai Rico, Pai Pobre". Bom proveito!





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