Jung






Tem aulas, professores, idéias, filmes, livros que ficam gravados na gente mais que outros. Sempre.
E que imprimem alguma coisa.Mudam, nem que por um milionésimo de segundo o rumo da sua existência. ...te inspiram a parar um pouquinho, a refletir e querer saber aonde voce está. 
E as vezes a gente também  toca os outros, às vezes nem consegue um tiquinho de comunicação e proximidade sequer.
 Mas , sei lá, o que é importante, aquilo que ninguém vai te tirar, de jeito nenhum, é a sua satisfação com a vida. E isso não tem nada a ver com aquela felicidade constante que todo o mundo contemporâneo quer mostrar que tem, o tempo todo. É o você sentir que fez o que , lá no fundo, queria fazer e ficar bem com isso. 
Na aula de psicologia da educação, esse semestre, o que mais forte ficou foi uma simples frase (falada com extrema enfase, por que simples não é, nunca vai ser, sinônimo de desimportante) dita pelo professor Marcos Valério extraída dos estudos de Freud e Jung: A pior coisa que existe, na  velhice, é olhar para trás e descobrir que não fez nada daquilo que você queria, mas fez tudo que os outros desejavam. Viveu a vida baseado em convenções sociais. O grande motivo de depressão na velhice é a sensação de ter desperdiçado uma existência. 
Meu querido professor está agora acidentado, e seu curso de psicologia será interrompido, mas eu tenho aqui comigo que ele está bem, vivendo a sua doença de modo reflexivo, assim como ele desejou , durante o semestre, ensinar-nos a viver.
O ser  reflexivo durante a vida pode não nos trazer muitos momentos felizes, ser reflexivo de fato consiste em romper algumas barreiras, em sair de alguns lugares de conforto, e isso não é sempre bom, gostoso e palatável,  porém creio que estamos falando é de uma satisfação mais genuína, simples e densa, que ganha certamente da felicidade facebookiana.
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