Destino.

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Depois de anos achando que " talvez , quem sabe né, pode ser que exista destino..." , cheguei finalmente a conclusão que não, ele não existe.
 Frutos do alto de meus quase 35 anos...ora, já mudei tanto a minha vida nesses últimos anos que simplesmente não posso mais acreditar numa "força externa que rege nossos caminhos".
Só posso acreditar em escolhas, que são feitas a todo momento, e que geram resultados. 
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E aí, como um presentinho da vida, ano passado me matriculei numa disciplina: "Educação e Movimentos Sociais" e li uns textos sobre os países em desenvolvimento. O que mais me marcou foi um estudo venezuelano sobre a psicologia do subdesenvolvimento, onde a autora questiona as chamadas "causas" do subdesenvolvimento: misticismo(ou crença na imutabilidade do destino), preguiça, indolência, falta de autonomia do povo, essas coisas que dizem do brasileiro, do índio , do negro, do latino americano em geral, e as coloca como consequência, e não causa da pobreza.
A causa é a exploração constante e há muitos anos. As consequencias, ditas e alardeadas como causas e estudadas "cientificamente" pelos "povos desenvolvidos" são um meio de culpabilizar o explorado pela sua condição. Bingo. Foi um jeito de reforçar ainda mais o que eu já estava desconfiando.

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