Dia sem carne

Quando voltei de São Luis do Paraitinga (estive lá no reveillon, na casa da minha irmã, que fica longe do centro histórico) fui direto dar uma olhada no rio Paraitinga ( o rio que inundou a cidade) pelo Google Earth... por que, mesmo vendo, eu não conseguia acreditar em tanta água... achava que tinha rompido barragem, alguma coisa assim...pero no...o que se via no rio? Km e Km de pasto, pasto e + pasto, sem mata ciliar, sem floresta...com uma chuva grd, por muitos dias, o pasto não dá conta de deixar terra absorver agua...
Eu to postando isso por que, olha, eu já fui vegetariana diversas vezes, já voltei a comer carne outras diversas vezes.
Eu sei o que é ser vegetariana num mundo corrido, tendo que trabalhar, sem tempo para cozinhar. Eu sei que não é fácil. Mas eu sei também que agente dorme melhor, c@g@ melhor, e fica mais leve. Também tenho que admitir que agente fica meio sem paciência com o mundão... fica meio off demais, quase um yogue, nada te importa... e para quem tem que trabalhar isso não é lá muito produtivo rs.Enfim, tudo isso para dizer que eu evito voltar a ser vegetariana, apesar dos benefícios,e para dizer que, apesar de evitar a vida vegan, eu hoje fiz um dia off de carne em prol das florestas( e contra a profusão de pastos). Quem sabe eu tomo gosto pela coisa?Nunca me senti tão responsável com essas coisas de preservação, como me senti esses dias....Eu sempre achava que era alguém, mas não eu, o responsável. Claro que uma industria que faz a escolha errada tem resultado muito mais significativo no aumento de lixo, mas eu cheguei a conclusão que quero fazer uma parte, minha pequena e talvez significativa parte nas escolhas.
Eu sou uma pessoa ultra sinestésica e o ambiente pesa muito no meu estado de espirito... eu sei o poder de uma boa floresta, uma boa praia, uma cachoeira na alma da gente....também sei o peso que é um centro urbano, sem vegetação, sem beleza natural, só coisas criadas pelo homem, nem sempre bem criadas...muitas vezes criadas de um jeito desrespeitoso com a própria natureza humana(ambientes escuros, com o espaço truncado, sombrios). 
Quando fui a praia esse final de ano, teve um momento que eu olhei as montanhas, de dentro do mar, e me lembrei do centro da minha cidade. Sinceramente, não sei se é por que tinha estudado Krajceberg, eu, olhando aquela vista natural maravilhosa fiquei assustada com a possibilidade de minhas filhas terem só as cidades como paisagem para a vida.
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